23 agosto, 2009

2007 - 2009 Um texto que salpica de pessoas, escola e método. Os meus 2 anos de SENAI

2007

Quase velho, burro e infantil. Era mais ou menos assim que eu estava no momento em que fui selecionado para entrar no SENAI.

Foi através de um programa do GDF, recém fundado na época, o Protec (programa escolas técnicas), que eu adquiri minha vaga no curso Técnico em Web Design do SENAI – CTI (SENAI-CETRES, antigamente), graças às minhas boas notas de português e matemática. Um mérito não tão legítimo assim, já que pra ser destaque no ensino médio das escolas públicas do DF basta fazer os exercícios de casa.

Tinha eu meus quinze anos e cursava o 2º ano do ensino médio. Estava em um momento de transformar quase todos os trabalhos da escola em curta-metragem. O da vez era um trabalho de inglês. Adaptamos o livro The Canterville Ghost, do Oscar Wilde. Era meio desesperador fazer filmes com minha turminha de escola. Eu tentava atingir um grau mínimo de excelência, enquanto eles pareciam fazer o trabalho por dó de mim, ou sei lá o quê. No meio à dores de cabeça para terminar esse filme, que foi gravado em inglês, eu recebo uma ligação em que me informam de ter sido selecionado pelo Senai. The Canterville Ghost foi rapdamente finalizado e não quero que ninguém o veja... não é um trabalho de se levar para um portfólio. Agora, vamos ao Senai.

Faltei a primeira aula e cheguei extremamente atrasado na segunda por problemas técnicos. Me mandaram para uma sala X. Chegando lá, só o professor estava – a turma no intervalo. Perguntei se lá era mesmo web design, e ele, muito educadamente, falou “atitudes pessoais”. Minha réplica foi “me informaram que aqui era web design”. Ele piora nosso diálogo de boas-vindas com “claro que essa turma é de web design, mas o componente é Atitudes Pessoais”. Esse foi o nosso primeiro professor, o Edilson. Ele nos ensinou sua técnica pivman, ufologia, misturou com um pouco de Max Gehringer e Shinyashiki, O Segredo, e outras bizarrices. Talvez daqui já seja previsível o quão catastrófico, ou quase, o curso foi.

Começamos em uns trinta alunos. Aos poucos muitos foram desistindo. Nas primeiras semanas ainda surgiam substitutos de outras chamadas. O ultimo foi o Carlos, que teve a infelicidade, ou não, de perder todo o componente do Edilson e chegar no do Valdemir, Informática Básica e Aplicada. O segundo componente foi mais tranquilo. O samurai Valdemir é até que normalzinho se comparado ao quadro de professores que ainda serão citados neste texto.

Aqui as pessoas já tinham encontrado seus comuns ou o mais próximo disso. A princípio eu andava muito com o Tiago, a Débora e a Aline, poucas alterações ocorreram até o final do curso. Fui eleito com líder da turma, tendo a Jéssica como vice. Fomos uma turma tranquila. A grande maioria se identificou logo no começo pela religião. São quase todos evangélicos, o que resultou, mais tarde, nas orações de rotina ao final de cada aula. No mais, eu os julgo como pessoas parecidas mesmo. São todos bem comportadinhos e educados. Tomando como parâmetros outras turmas que tive ao longo de minha vida escolar, não tenho tanto reclamar dessa.

O curso começou a ficar divertido no 3º componente, as 180 horas de Desenho e Ilustração. Aqui é um divisor de águas, quando as águas mal tinham começado a correr. Todo o nosso perfil estético deveria ser espremido aqui para aproveitar melhor o que viria. Este componente foi lecionado paralelamente ao 4º, História da Arte e do Design, pela professora Rosa Banuth. Rosa se esforçou bastante, mas talvez nem soubesse que naquele momento nós éramos absolutamente inexperientes. Boa parte de nós não sabia o que era “design”, e mais que isso já nos era cobrado.

Apesar de a maioria reclamar do componente Desenho, para mim ele é mais importante da grade, e mesmo não tendo sido aplicado em 100%, ainda assim foi o mais importante. Primeiramente tínhamos que separar design de arte, informações que tiveram sua busca prorrogada componente a componente. Os árduos trabalhos milimétricos com nossas réguas de 60 centímetros nos possibilitou uma exigência estética muito boa. O componente falha na parte de aprofundamento. Foi quase tudo superficial. Deveríamos ter aprendido coisas científicas de design, como lei áurea e progressão geométrica.

História da arte e do Design deixou a desejar. Praticamente não vimos nem arte nem design. Novamente aqui o que faltou foi a Rosa saber que éramos inexperientes. Ela simplesmente nos passou trabalhos de pesquisa, sendo que carecíamos muito de aulas. Escolas de design, como a Bauhaus, nunca foram citadas.

2008

Após esses dois primeiros componentes com a Rosa, vem a parte negra do curso. O módulo dois (Assistente de gestão de produção do Design) é marcado de componentes confusos e alguns professores charlatões. Comunicação e Pesquisa é aplicado pela não muito criativa Poliana. Merece destaque nesse estágio quando trabalhávamos resenha crítica. A Poliana pediu para que eu trouxesse um filme para material de nosso texto. Fiz uma lista, trouxe a votação e escolheram o clássico Blade Runner, cyberpunk oitentista dirigido por Riddley Scott. Todos odiaram o filme, inclusive a sábia Poliana. A culpa foi minha, pois não deveria ter sugerido um filme tão denso. A repulsa por Blade foi tamanha que o filme de auto-ajuda Homens de Honra o substituiu. Esse filme arrancou lágrimas da platéia. Depois de tudo ainda tivemos direito a um debate quente sobre os dois filmes, em que a maioria defendia arduamente o filme de auto-ajuda. Os quentes debates levados a êxtase com o Ramy e o Tiago também marcaram o segundo módulo do curso.

O curso não teria componentes considerados perdidos se, talvez, fossem todos aplicados por web designers, pois assim tudo seria direcionado para um fim.

O módulo II realmente foi difícil. Não difícil de exigente, pois quase todos tiramos notas acima de 9. A dificuldade estava em suportá-lo. Depois da Poliana tivemos a Cibelle. Ela foi uma professora muito legal, num componente não muito útil, ou pelo menos não direcionado para a profissão a qual o curso se destinava. Aprendemos com ela Educação Ambiental. Se me perguntarem, sei tudo de banheiros ecológicos. Passado o componente da Cibelle, veio o pior de todos, Elaboração e Gestão de Projetos. Inicialmente aplicado pela Janaína Botelho (mais conhecida como Laiô). As 50 horas desse componente foram carregadas da chatisse já intríseca à assuntos relativos a gestão de projetos somadas àquelas trazidas pelos seus docentes. Uso o plural em docente pois foram dois. A Janaína não pode continuar conosco, o substituto foi seu namorado do momento, o empresário que fechou nove empresas, Marcelo Carlson. Sem estender muito a conversa, terminamos o componente com a gestão do projeto do site “A Moreninha”, uma empresa de café candidata a ser a décima fechada pelo Marcelo.

Os demais componentes desse módulo não foram tão problemáticos. Tivemos empreendedorismo com a Sheilla. Fizemos muitas peças de teatro e finalizamos com o empreendimento das fictícias empresas Arrematé – Turismo e Brainstorm - produção de eventos, que dividia a turma em dois grupos. Tecnologia de Produção Industrial com a Rosa, onde tivemos contato com os diversos tipo de material gráfico. Finalizando, inglês técnico, com a grande Débora Godoi.

Chegar ao módulo III (Designer Gráfico) foi como respirar depois de muito afogamento. Tivemos aulas com o brincalhão Renato, que assumiu todos os componentes (Design de Impressos Publicitários, Criação e Tratamento de Imagens Digitais, Designer de Impressos Editoriais I). Apesar de muitas horas de truco no intervalo que faziam as horas de aula se perderem, foi um período de muito proveito.

2009

Assim como o módulo III, o módulo IV (Web Designer) teve um único professor, o Alan. Este quem mais marcou nossa estagia na instituição. O Alan estava em um momento de incertezas e melancolia, ele buscou na turma um apoio. Tenho a impressão de que a turma deu o que ele queria. Ele nos cedeu eficientes conhecimentos e seu jeito tímido somado a seu físico avantajado o tornaram uma espécie de mascote da turma.

O módulo V (Web developer) acompanha um momento importante desses 2 anos, a Olimpíada do Conhecimento. Nessa olimpíada, são selecionados alunos de cada curso para competirem com os das outras unidades do Senai. Há a fase interescolar, regional, estadual, nacional e internacional. Tiago, Bruno R., Maurício N. e o Carlos deixaram de frequentar as aulas regulares para competir nas olimpíadas. A turma ficou um tanto acanhada e as relações se modificaram de alguma forma com a saída dos 4 membros. Talvez a sensação de que o curso estivesse realmente acabando pairou sobre algumas mentes.

O módulo V foi lecionado principalmente pelo Emanuel, que só não aplicou Introdução a tecnologia de redes – componente do meio perturbado, mas competente profissional, Átila. Lógica de programação, banco de dados, desenvolvimento de aplicativos web, designer de projetos para Web foram os do Emanuel. Aqui o Senai já não nos aguentava. Faziam muito descaso de nossa turma. Deveriam ao menos ter esperado que concluíssemos o curso para fingirem que não existíamos.

Muitas aulas foram perdidas quando tínhamos que sair do nosso laboratório para dar lugar a outra turma que acabara de chegar. Nos mandavam para outras instalações onde não havia suporte para os pesados softwares que um web designer tem que utilizar. Tudo foi refletido no nosso projeto final.

O tal projeto foi uma verdadeira piada. Nos deram menos de 1 mês para realizar um sistema para atendimento de usuário (como um site de compras), sendo que nos trocavam de laboratório sempre. Pior que isso foi a banca, composto por nada menos que 0 web designers.

Tá, você que está lendo deve perceber a minha pressa de terminar o texto. Meu objetivo era escrever algo mais descritivo e lânguido, mas minha agenda me forçou a correr nessa escrita. Por fim, velho, burro e ranzinza é como eu saí do Senai... e, claro, quase um web designer.



Agora deixo vocês com o vídeozinho que nossa coleguinha legal Anacleize fez. Não a culpem pela escolha de soundtrack que ela fez...

20 agosto, 2009

Imaginação destrutiva


Esses dias parei pra pensar sobre uma situação que volta e meia me ocorre, imaginar o caos. Desde de pequeno, quando fico destraido, eu começo a imaginar as coisas a minha volta se destruindo. As mais normais são imaginar aviões explodindo e caindo, ou batidas cinematográficas de carro, mas a minha favorita é andar pela Comercial Norte e imaginar um mosntro de 40m destruindo os prédios (a lá Godzilla). Parte dessa imaginação e interesse no caos eu dedico aos filmes de ação, sempre imagino as tomadas, fotografias, e até trilha sonora. Nunca pensei nas morte ou feridos, minha imaginação trabalha com as imagens, não com as consequências. Se desse, ia ser legal poder, pelo menos, transformar tudo isso em filmes [mas com grande orçamento].

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Leiam Calvin & Haroldo!
Assistam Um Sonho de Liberdade!
XD

07 agosto, 2009

Saudades do mar


Saudades do mar além do horizonte
Saudades do aroma e do sabor
Saudades de água de coco ou da fonte
Saudades do Sol e seu ardor.

Fui levado pelas ondas para além-mar
Mas acordei longe do meu lindo sonho
Outra hora volto a sonhar
E esqueço meu contexto enfadonho.

Porém ainda tenho saudades do mar
Saudades da paz e de espreguiçar
Mas logo eu durmo de novo
E logo voltarei a sonhar.

Sinto falta de amor e sensação
De sentar na sombra e sentir o vento
Saudades de ficar junto no Verão
Saudade é um doce sentimento.

Estou perdido com saudades do meu lar
É com você, nas ondas, que está meu coração
Nunca saí de onde estou e jamais vi o mar
Mas saudades também poder ser imaginação.

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Não sei explicar esse poste...
só saiu
XD

Assistam Na Natureza Selvagem


14 julho, 2009

Calvin e Haroldo

Sou um grande fã de quadrinhos em geral. E um dos meus prediletos, se não for o predileto, é Calvin e Haroldo. Um traço simples, porém extremamente expressivo.
Transmite em mim uma sensação muito boa. Me sinto bem só de olhar o desenho, de alguma forma essa tirinha me trás uma sensação de conforto só em olhar.
Para quem não conhece aqui vai uma breve introdução:
'Calvin é um pirralho de 6 anos que dedica parte integral do seu tempo para infernizar a vida de seus pais, sua vizinha, sua babá, sua professora e, não raro, de seu tigre de pelúcia. Um guri que possui as preocupações de um adulto, mas as reações de uma criança. Daí o barato. Segundo o autor, o nome Calvin veio de um teólogo chamado Calvin Jean, que viveu entre 1509 e 1564 e acreditava piamente em predestinação (várias tiras retratam Calvin discutindo predestinação com Haroldo). Ao contrário de que muitos pensam, Calvin não foi baseado nas memórias de infância do autor. Palavras do autor: "Uma das coisas mais divertidas em escrever Calvin é que geralmente não concordo com suas atitudes... Eu uso Calvin como um modo de deixar minha imaturidade fluir'."

Como não sou bom com as palavras copiei e colei esse trecho....hehehe
Espero um dia conseguir fazer algo tão bom assim...
Hêeeee!

21 junho, 2009

Assunto popular :Diagrama da vida e outra presepagens

Bebê: Indefeso/Carência
Criança: Imaginação/Experimentação
Adolecente: Opinião-própria/Umbigo
Jovem: Auto-visualização/Energia
Adulto : Visualização/Equilíbrio
3ª Idade: Experiencia/Equilíbrio x 2
Fim: Morte
Morte: vai da ordem, variação e momento.

No próximo, brincadeiras com o diagrama.

20 junho, 2009

Filme que contribuiu para minha consciência crítica


Segundo vestibular de 2009. Incrível... o tema foi cinema, que é o que mais amo.

Segue o enunciado da prova de redação e, após, a própria:

Considerando unicamente como motivadores os textos das provas objetivas e os apresentados acima, elabore um texto constituído de duas partes. Na primeira parte, narre, de forma sucinta, a história de um filme que tenha contribuído para o desenvolvimento de sua consciência crítica acerca das relações afetivas ou sociais; na segunda, explique por que você considerou relevante esse filme.

Fugindo de gângsters, Grance depara-se com o isolado vilarejo Dogville, que dá nome à obra do cineasta dinamarquês Lars Von Trier. Misteriosa, a protagonista tem, nesse lugar, esconderijo concentido pelos afáveis habitantes. Tudo indica que a então desconhecida foi absorvida por aquelas pessoas.
A constante visita de policiais ao vilarejo em busca de Grace leva o povo de Dogville a questionar a permanência da jovem entre eles. Em plebiscito, então é decidido que Grace continua entre eles, mas se subordinará a trabalhos servis à comunidade.
A convivência se encarrega de transformar o trabalho serviu em exploração, tanto sexual quanto física. Dogville mostra-se real à Grace, uma realidade não muito afável. Mas a opressão tem seu fim marcado no achamento de Grace pelos tais gângsters, por sinal, funcionários do seu pai. Revoltada, Grace mostra-se a Dogville, já que, agora com homens e armas de fogo à disposição, detêm o poder na situação. Dogville é posta em cinzas. Nenhuma vida humana é poupada.
Essa é uma obra que mostra como as relações costumam ocorrer. Aqui as personagens, por fim, antes de pensar no bem coletivo, mediam se as ações lhe são favoráveis. São utilizados elementos, em todo o filme, que contrastem, mostrando suas variadas vertentes. Ora se é oprimido, ora se é opressor.
O diretor opta pela ausência de cenário em um apelo ao espectador para que observe as personagens. É um processo de fora para dentro e que deve resultar numa avaliação final do espectador de suas próprias relações sociais. Aqui, o cinema é um espaço de transformação.

17 junho, 2009

Oferta, assista o video e, se não rir, ganhe 50 reais. Boa sorte


Try Not To Laugh - Watch more Funny Videos

16 junho, 2009

Olá!!! Novo por aqui...

Aaah... O Cássio me pediu para fazer um post de apresentação, 'cá' estou.

Hmm... Ok, começando pelo meu nickname - Suco de Limão. Adoro esse suco, é incrível. Doce e azedo ao mesmo tempo. Pau a pau com suco de goiaba, mas o limão ainda leva vantagem.

Pois então, tenho pensando muito ultimamente em formas de se definir uma pessoa, logo, me definindo, e por fim, me apresentando devidamente.

Tais formas me vêm à mente com pequenas, mas importantes noções que eu tenho visto em TC1 (Teorias da Comunicação I). Duas que eu achei bem peculiares. O debate de determinado momento da aula era: "por que dar nome as coisas?". Vimos que dentre algumas noções que respondem a pergunta, se destacam: O estruturalismo e funcionalismo.

A resposta padrão para esta pergunta é: "damos nomes as coisas para definir-las em sua ausência". Quando seguimos este procedimento, podemos, subconscientemente, fazer o uso do funcionalismo ou do estruturalismo. Eu me lembro do professor - Luiz Iasbeck, ótimo professor e palestrante - perguntar, como quem faz uma pegadinha, "O que é uma cadeira?". Meu colega, Pedro, respondeu - "É algo que serve para se sentar". Quer exemplo melhor que este para perceber que estamos falando de 'Funcionalismo'?

O professor seguiu com o raciocínio e perguntou: "Estruturalmente, o que é uma cadeira?". Acho que foi o Pedro quem respondeu, "Pernas para sustentação e base". Novamente, simples e correto.

A partir disso, me veio à idéia de que talvez fosse possível definir uma pessoa de maneira funcional e estruturalista. Logo, Tomo-me como exemplo (Duh, claro, quem poderia ser? Sorry folks).

Estruturalmente, de um ponto de vista mais físico por assim dizer, sou como qualquer ser humano, mas claro, não exatamente igual. Possuo um grande sistema em comum com a maioria - órgãos, esqueleto, nervos, músculos, membros, etc. O que talvez me difira desta maioria, seriam as diferenças desse sistema, tais como tipo sanguíneo, arcada dentária, enfim, as particularidades que cada um de nós possui.

Ok, agora funcionalismo. O funcionalismo não se importa com as partes. Ele se importa se funciona, ou não. Logo, eu me remeto à pergunta mais clichê do mundo que é: "Por que estamos aqui?". As respostas são muitas, mas de novo, baseado no pensamento funcionalista pragmático, a resposta, também clichê é: "Para garantir a reprodução da espécie", visto que possuímos "ferramentas" e "atividades" para tal finalidade (Yes baby. Sex!). Logo após isso, somos um monte de 'pessoinhas' na terra. Qual nosso objetivo agora, como sociedade? "Live together, Die alone" - (SHEPARD, Jack. 2004) *

Engraçado os questionamentos que me vem à mente. Evidenciando que somos num todo, um sistema cheios de estruturas e funções pragmáticas, a mais relevante que me aparece agora é: "Somos estruturas funcionalistas que dão certo ou dão errado?". De certa forma, possuímos órgãos que são capazes de garantir nossa existência na natureza por determinado tempo, portanto funcionam para nos manter vivos. Por outro lado, somos um sistema falho, visto que o organismo não garante nossa perenidade, sendo também bastante vulnerável a doenças que possam aparecer e diminuir o nosso tempo na terra. Belo paradigma.

Mas, ainda que eu tente entender como as pessoas são, é evidente que não é totalmente eficiente conhecer uma pessoa com base nessas teorias. Há ainda uma subjetividade que nos caracteriza, que está além de nossas estruturas e funções. O que nos torna ligeiramente fascinantes.

"Mas eu este sou eu e posso estar errado. Às vezes é só uma grande tragédia". - DURDEN, Tyler. 2004.**

Meu nome é Vinicius, Estudante de comunicação social, 19 anos, guitarrista e 'mei doido'. Está é a minha bobagem, espero que tenham gostado.

* = LOST. Gosto muito e sou viciado em séries.

** = Clube da Luta - David Fincher. Filme incrível.

Silverado Hey

Silverado Hey foi um homem que tinha o poder de voltar no tempo.
Ele nunca conheceu sua mãe pois ela havia morrido durante o parto.
Um certo dia Silverado Hey decidiu voltar no tempo e conhecer sua mãe, voltou 32 anos, 2 meses e 16 dias, um ano antes de nascer.
Era 22 de maio de 1997 quando Silverado Hey conheceu sua mãe.
Selina Hey tinha 25 anos e era uma boa pessoa.
Quando ambos se viram ele ficou emocionado e ela ficou apaixonada,
ele foi embora e ela ficou desiludida.
Depois do amor perdido Selina Hey decidiu se separar do atual namorado,
nunca teve um filho e viveu até os 63 anos.
Silverado Hey deixou de existir por causa de sua curiosidade.


-- Ninguém mais escreve aqui??
-- O Blog é só meu??
-- Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!! Vou ser um ditador!!
-- ¬¬
-- Assitam Warriors - Selvagens da Noite.

01 junho, 2009

Explicando nossa insignificância geomatemáticamente

A densidade demográfica de uma região é determinada pela divisão de seus habitantes por sua área.

O Brasil, por exemplo, em 2006 possuia uma área de 8.514.215,3 km² [mal] divididos por 187.000.000 habitantes.

Logo 187.000.000 / 8.514.215,3 = +ou- 21,96 hab./Km²

Essa é a desidade demográfica do Brasil em 2006.

Agora pra entendermos nosso significado no universo vamos fazer a densidade do mesmo.

Temos +ou- 6 bilhões de pessoas divididas por uma área infinita.

Matematicamente, qualquer número dividido pelo infinito é igual a zero.

Logo,

6.000.000.000 / infinito = 0 (ZERO)

Basicamente, o universo é tão grande (termo relativamente insignificante perto de infinito) que a vida existente nele é tão pouca, tão perdida, tão insignificante, que é mais fácil dizer que não existe.

Se nós, nosso planeta, nosso sistema, ou até mesmo nossa galáxia sumissemos o universo continuaria numa boa.

Agora me diz, dessa pespectiva, seus problemas não parecem menores?

Aproveite mais a sua vida, é a única coisa que você pode fazer.

 -  -  - Aproveite a vida ouvindo Besouro do Rabo Branco que vai ser legal XD

28 maio, 2009

White Note, a novela daqui e de outros lugares.


Explicando o caderninho:
O título original do caderno é Death Note, é um instrumento que vem de um desenho que tem o mesmo nome e que fez bastante sucesso pela sua trama. O caderno basicamente funciona assim:
1)Tenha em mente o rosto da pessoa
2)Escreva o nome dela no caderno
3)Ela morre

O enredo se baseia na posse do caderno por um jovem(Raito) muito astuto que teve a idéia de acabar com os criminosos do mundo, tornando assim seu mundo um mundo perfeito, segundo ele. No entanto, inicialmente as autoridades não concordam com o julgamento e com a ajuda de um rapaz tão astuto quanto ele (L), vão atrás do rapaz. Então eles se desafiam pra ver quem pega quem primeiro. Isso tudo sendo visto por quem criou a balela toda, um tal de 'deus da morte', ou shinigami como é dito no desenho que deixa o caderno cair de proposito do mundo dele pra ver o que acontece...

Agora explicando o White Note e ele, sim, claro, é bem mais ameaçador e aterrorizante que o Death Note, vejam por que inicialmente lendo essa citação:
"No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje em dia [...]. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.
A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinhas pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos."

Agora, pra quem não teve a ideia fabulosa! Sim, o White Note faz mulheres engravidarem! Funciona assim:
1)Tenha em mente o sexo da pessoa(funciona somente pra quem tem utero)
2)Tenha o nome em mente(o apelido serve)
3)Tenha a quantidade de meses em mente que instantaneamente irá para o mês indicado(Se não for posto, automaticamente irá para os 5 meses).
4)Escolha quantos filhos,maximo 5, sendo gemeos univitelinos ou não(se não colocar a quantidade, rapidamente será sorteado no reino dos céus as etinias que farão parte daquele utero, ex: Japonês e alguém de alguma tribo do xingu)
5)Escolha o pai(se não escolher, irá para o programa do ratinho e o gene do usuario estará no documento!)
Obs: Não há nenhum deus da vida, ou deus branco, como sugere o título do caderno, assim, o caderno cai uma vez por ano do céu e o caderno do ano passado entra em licença maternidade.



[O objetivo real não é tornar a situação das adolecentes uma piada, tão pouco a condição que permitiu isso. Acredito que apontar(coisa comum que pessoas fazem e as vezes fica por isso mesmo) o como a música está pejorativa, a televisão sexualizante e a falta de dialogo por uma sociedade arbitrária e ortodoxa.]


xxx

22 maio, 2009

DESASTRE

Venho por meio deste vos informar, caros leitores, que uma fatalidade me ocorreu em plenas 16:30, em ponto, do dia de hoje.
Estava eu em meu lar, a pensar(só pra rimar)
quando me direcionei para minha amada Adrenalina, o nome de minha preciosíssima bateria.
Tudo parecia normal, me sentei e comecei a fazer o barulho usual....mais algo estava estranho na atmosfera, foi qdo algo terrível aconteceu. Dei uma simples pisada no pedal do bumbo e a pele(do bumbo) rasgou! RASGOU!!!!
Agora até eu arrumar grana pra comprar outra pele, e essas bostas são caras, vai demorar muito tempo....terei que ficar sem tocar bateria por um tempo, pq sem bumbo é paia...
É nessas horas q penso como seria mais prático eu tocar outro instrumento....pandeiro, triangulo...qualquer coisa prática, mais não, o cidadão aqui vai gostar logo do mais barulhento e problemático!
tsc tsc tsc tsc...lamentável....
Foi só um desabafo...agradeço aos que se prestaram a lê-lo.
até.