16 dezembro, 2010

PHOENIX


uma pra batata, outra pro blog.

17 setembro, 2010

Mar do Pacífico: Carranca

Mar do Pacífico: Carranca: " Yo! Meu primeiro post....olha q emoção... Começo com um desenho muito significativo para minha pessoa. Este des..."

14 dezembro, 2009

CHOVENDO, pobre Benjamim. CHOVENDO. CHOVENDO. RAIO. RAIO. TROVÃO RAIO, TROVÃ-TROVÃO. Benjamim era branco, ficou tostado em segundos, o Gatinho, somente susto tomou.(De vingança,Benjamim levou a TV).

FIM da história de Benjamim e início de Apolo, o mágico.




O Mágico, era chamado assim por que fazia consertos elétricos mais rápido que outros conhecedores do assunto, mas mesmo assim fazia o serviço em menos de um décimo do tempo normal. Apolo não saia da sua vila, a vida tranquila lhe trazia mais paz do que a Novidade fora dela, mas na verdade ele tinha medo de encontrar ela lá fora. Novidade era uma velinha da mesma idade que ele, nasceram no mesmo lugar, mas ela aderiu a descobrir o que tinha de novo fora da vila, já ele teve medo de Novidade descobrir o que pra ele, não devia. Novidade já era vista de olhos tortos e desdenhosos, isso por que ela usava brincos chamativos e maquiagem, o que para idade dela era além de vulgaridade, era uma falta de respeito com o exemplo a dar para as moças que estavam aprendendo a ter boas maneiras na vila.

Determinado tempo do ano as coisas elétricas tenderiam a estragar com mais frequência por causa das chuvas fortes com raios. Era justamente aí onde Apolo foi funcional: A natureza destruia, Apolo consertava. As coisas mantidas como sempre foram, traziam sua paz e importancia para si e para a vila. Foi quando um programa do governo alterou isto.

O governo dando conta de que uma vila existia, mesmo que estatísticamente não passavam de trezentas famílias, o governo resolveu implantar infraestruturas habitacionais e bem estar, foi assim que instalaram a estatal elétrica Ibutí.

Até o dia da morte de Apolo, esse foi o nome mais odiado por ele. Isso por que a Íbuti substituiu as primordias técnicas de produção de eletricidade mordernas, construindo subestações e trazendo linhas de alta tensão até elas.

Tudo feito dentro da cidade a respeito de fiação e eletricidade tinha saido da cabeça de Apolo, com o que o deus Omega lhe ensinou. De maneira bem reta:

Apolo estava em frente a sua casa, num dia de domingo, que se parecia segunda, terça, quarta, quinta ou sexta. Na rua, Apolo sujo, poeira de asas, nada acontece. Cansado o menino senta(foi brincadeira demais da conta), um livro cai na frente, na frente dele! O menino se caga caindo pra trás. Observa. Concluí: Um livro tem que te mais páginas que o a capa e uma folha(Foi o que ele tinha visto). Sem delongas ele correu. SEM DELONGAS. Queria sair daquilo tão breve, por que não sabia o que tinha depois da estrada de terra, que vinha a estrada de terra e estrada de terra. Atrás das árvores, do mato. Não tinha lugar nenhum pra ir. Tadinho.

SEM DELONGAS pegou o livrete, abriu. Por isso hoje ele sabe o que Omega tentou lhe ensinar.


FIM DO CAPITULO 2

06 dezembro, 2009

3 braços, uma é cabeça.

Estava colado na parede vestido de branco com detalhes azuis, e ninguém disse quando ele sairia de lá. Já estava enjoado de olhar a madeira da parte de trás do móvel que suporta a TV. Isto por que não tinha passado nem uma semana direito. Seu vizinho era negro, tinha 2 olhos mas parecia que um deles era falso, já o outro vivia vermelho. Nesse tempo ele foi culpado mais vezes do que eu, digo, não me lembro de não terem me culpado nenhuma vez além de outra vez com um cara bastante peludo que veio mexer comigo, que pavor! Foi assim:

Eu já estava lá ha algumas horas quando eu o vi pela primeira vez. Sempre bem vestido, o rapaz mal falava, digo, não falava nada. Apenas passava de um lado pro outro vistoriando tudo com seu terno cinza com branco e negro. Tinha olhos de vítima mas era ele quem sacaneava.
Quando me viu pela primeira vez eu já tinha o observado muitas vezes, isso por que fico em um lugar pouco privilegiado. Mas quando aqueles olhos amarelos me viram, ele veio com uma cara de 'Quem é aquele filho da pu.... Ninguem me falou sobre ele!'.
Veio, chegou bem perto, eu estava com o braço esquerdo ocupado com um cabo preto grande, não sabia se eu estava pendurado ou se eu segurava tudo. Antes de poder encostar em mim falara com ele, repetiram seu nome umas cinco ou seis vezes sem sucesso. Aí foram abraça-lo e eu já de rosto virado a muito tempo com medo daquela coisa.
No outro dia o cara me veio novamente com a mesma cara de zé! Mas tinha notado com o passar do tempo que minha presença era útil e não iriam me descartar mesmo com um cara mimado como aquele influenciando seus superiores a me tirar, pelo menos era o que a cara dele dizia. Dessa vez eu tava com as duas mãos ocupadas, mas meu braço esquerdo não estava aguentando o fio branco, acabei soltando bem na frente dele, com a cara já enxereitando perto de mim, fiquei nervoso e caiu de vez. Foi quando seu bigode grande(mal cuidado) tocou no aço, deu um pulo e seu bigode virou farinha!
No outro dia, ele estava lá. Mas ficou sentado o dia inteiro me olhando com cara de inocente(claro que a culpa foi dele).

FIM do capítulo 1.

01 dezembro, 2009

Inland Empire - exercício para diretor e platéia


O definitivamente mais surreal cineasta norte-americano, David Lynch, confirma seu exercício de estilo, de autor, com Império dos Sonhos (Inland Empire, 2006, EUA). Aquilo que chamo de exercício de estilo foi apontado por muitos outros como de insanidade, loucura. Império dos Sonhos realmente perturba. Suas quase três horas de pura experimentação fazem muitos fãs do Lynch porem sua fidelidade em cheque. O mais recente trabalho do cineasta é um caldeirão com tudo aquilo que ele já experimentou, só que maior, bem mais hermético e, principalmente, ultrapassando limites. Há muita carga de tudo. Laura Dern encabeçou o projeto como co-produtora e protagonista. Ela vive Nikki Grace, uma atriz que é agraciada com um papel numa produção hollywoodiana. Nikki interpreta Susan Blue, personagem que a envolverá a ponto de confundir com sua identidade. Ao mesmo tempo em que Nikki confunde sua identidade, o público confunde o que é Nikki, o que é Grace e o que é um sonho/pesadelo (“olhe para mim. Diga se já me viu antes”). A referência metalinguística do filme dentro do filme foi utilizada no antecessor Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, 2001, EUA) de forma bem semelhante. Soma-se ao drama de Nikki saber que o filme que fazem é um projeto antigo que havia encalhado justo que os protagonistas da versão original haviam sido assassinados – gera-se aí uma hipótese de projeto maldito. A história inicial de Laura não é a única referência direta a Cidade dos Sonhos. Há também os efeitos de luzes piscando – destaque para o azul em cenas chave. Há também o exagero no silêncio cinematográfico, com efeitos musicais graves, gerando tensão. Enquanto estrutura narrativa, Império é uma verdadeira incógnita. Naquilo que nos é convencional, só é possível identifcar o começo. Os primeiros trinta minutos fazem um conjunto de cenas até normal para o que vem pela frente. É neles que há diálogos mais lógicos, apresentação de personagens e até um ou dois plot, que caracteriza o típico roteiro de hollywood. Mas é aí que a estrutura inevitavelmente é original: ela acontece de pura inspiração. Império dos Sonhos é resultado de gravação de cenas aleatórias conduzidas por aquilo que vinha ao Lynch no momento. Não há um roteiro. Mas há também estruturas anteriormente utilizadas pelo diretor. A história se desenrola indicando ser um quebra-cabeça, instiga o espectador a desvendar o mistério e novamente abre outro, desconstruindo as pistas. O diretor é mais uma vez ousado ao optar pela gravação inteiramente em vídeo, descartando a película. O digital é uma tendência polêmica na indústria cinematográfica. É uma alternativa a produções de baixo orçamento. Alguém já consagrado como David Lynch utilizar, é no mínimo desafiador para todos aqueles que estão inseridos em seu mesmo contexto. Vale lembrar que ainda que um filme de estética “feia” – câmera na mão, foco automático – há momentos em que Lynch faz questão de mostrar o potencial do digital. Logo no início, em um diálogo de Susan e Billy (Justin Theroux) em uma varanda, a luz natural e matinal é captada de forma belíssima, rendendo até um comentário do diretor do filme dentro do filme: “não podemos perder essa luz maravilhosa” – outra referência metalinguística. O fato de Império ter sido gravado sem roteiro e feito em estrutura nada convencional, não o isola de conter códigos a serem desvendados, muito pelo contrário, Lynch é mestre nisso. A começar pelo título: de que sonhos se refere? Ao longo da obra, é possível perceber diversas conotações. É o sonho ao glamour que hollywood oferece e é o sonho que se contrapõe ao pesadelo e fazem da obra surreal. O próprio filme também lança explicação disso na cena em que Nikki e Devon são entrevistados em um talk show. O locutor do programa, ao anunciar o fim do bloco, diz “... onde os sonhos fabricam estrelas e estrelas fabricam sonhos”. É essa a visão que o filme vende de hollywood e é isso que as sensações ao longo da obra provocam, algo que se alimenta de si próprio. Se sentir que o filme não te “vende” nada, apenas experimente as sensações que ele pode trazer – talvez seja uma viagem interessante da mais pura linguagem cinematográfica.

11 outubro, 2009

Não Leitores

Trabalho para a disciplina Comunicação e Universidade(Comunicação social, UnB).
Aqui é feita redublagem de cena do filme The Reader (2008, Inglaterra/Alemanha, Stephen Daldry). Os diálogos buscam fundamentos nos argumentos apresentados nos capítulos O Vestibular e Aprender Errando, do livro Fomos Maus Alunos (Gilberto Dimenstein e Rubem Alves).

16 setembro, 2009

A paz que você me trás

Assim como o barulho do vento na tarde vazia
Ou o prazer do silêncio da madrugada que chega .
É na calma que vejo o valor ignorava,
Valor que no tumulto se perde ofuscado.

E quando tudo volta me perco de novo,
Incapacitado de perceber qualquer sutileza,
De perceber o valor do tempo,
De ver no céu a beleza das nuvens.

Tento focalizar você no meio de tudo,
Lembrar o bem que me faz e a paz que sinto,
Por que se é na paz que te vejo,
É mais paz ainda que você me trás.

E com força eu me concentro,
tentando achar, não mais você,
mas a paz que trás você pra mim,
na certeza de que minha paz é a sua.

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Mais um que só saiu... =]
até mais!!!!!
e Queens of the Stone Age é legal, ouçam.

12 setembro, 2009

O que?

Certa vez, Maximiliano caminhava pela rua, serelepe que só. Andava feliz olhando para o céu, vendo aquele azul bonito até que, assim de repente ele tropeça, mas não chega a cair, segue como quem não quer nada, despretenciosamente despretencioso. Olhando para o infinito que lhe diz muitas coisas, mas ele não entende NADA.
- O que?
- Que o que?
- Que o que o que?
- Que o que o que o que?
- Que o que o que o que o que?
- Que o que o que o que o que o que?
- Que o que o que o que o que o que o que?
- Que o que o que o que o que o que o que o queeeeee rapaz, cê é burro?!...desconfia.

06 setembro, 2009

Nem sempre é cumulativo

Trabalho para a disciplina Comunicação e Universidade(curso: Comunicação social, UnB).
O objetivo do trabalho é relatar a vida escolar passada, com inspiração no livro Fomos Maus Alunos.
Tento focar aí minha revolta com o ensino público.

No vídeo eu sou um homem vitruviano (para ilustrar meu chato perfeccionismo) dentro de uma bolha (minha proteção anti-corrompimento social... pois eu acho que não devo me deixar levar muito pelos ambientes que frequento. Seria uma perda em criatividade).



Eu sei q muita coisa não tá clara. É um filme corrido. Qualquer dúvida, postem aí.

04 setembro, 2009

.......

Com frequência exemplar me pego olhando para o nada
Por instantes nada faço, nem desfaço
Não estou lá e em nenhum outro lugar
Por instantes eu nem existo.

Wake up

A algum tempo atrás eu vi o trailer de um filme que me encantou, Onde vivem os monstro, que está programado para ser lançado no Brasil em 01-01-2010.



Já não sei quantas vezes vi esse vídeo, e logo corri atrás da música,
Wake up do Arcade Fire, muito boa por sinal.
Algum tempo depois disso passei por uma fase de ouvir Rage Against the Machine,
minha favorita era Wake up.
Agora, umas duas semanas atrás,
meu primo me mostrou uma banda pra eu ouvir, o Mad Season,
com membros dos já conhecidos Pearl Jam e Alice in Chains.
A música que ele me mostrou, adivinhem só, Wake up, e "puts!", ela é muito boa.
Foi então que reparei em quantas músicas eu gostava que tinham o mesmo nome,
além dessas três ainda tem uma da Alanis que é legal.
De qualquer forma eu fiquei curioso, resolvi ver no youtube quantas músicas tem com esse nome,
e são muitas.
Até Hilary Duff tem uma, mas eu num ouvi pra saber se era boa,
ouvi uma do Korn, mas não gostei.
Eu já não lembro onde eu queria chegar, mas coincidência é legal,
vou fazer minha própria Wake up.


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Ouçam Wake up - Mad Season/Arcade Fire/Rage Against the Machine/Alanis Morrissete
=D

01 setembro, 2009

experimento..






23 agosto, 2009

2007 - 2009 Um texto que salpica de pessoas, escola e método. Os meus 2 anos de SENAI

2007

Quase velho, burro e infantil. Era mais ou menos assim que eu estava no momento em que fui selecionado para entrar no SENAI.

Foi através de um programa do GDF, recém fundado na época, o Protec (programa escolas técnicas), que eu adquiri minha vaga no curso Técnico em Web Design do SENAI – CTI (SENAI-CETRES, antigamente), graças às minhas boas notas de português e matemática. Um mérito não tão legítimo assim, já que pra ser destaque no ensino médio das escolas públicas do DF basta fazer os exercícios de casa.

Tinha eu meus quinze anos e cursava o 2º ano do ensino médio. Estava em um momento de transformar quase todos os trabalhos da escola em curta-metragem. O da vez era um trabalho de inglês. Adaptamos o livro The Canterville Ghost, do Oscar Wilde. Era meio desesperador fazer filmes com minha turminha de escola. Eu tentava atingir um grau mínimo de excelência, enquanto eles pareciam fazer o trabalho por dó de mim, ou sei lá o quê. No meio à dores de cabeça para terminar esse filme, que foi gravado em inglês, eu recebo uma ligação em que me informam de ter sido selecionado pelo Senai. The Canterville Ghost foi rapdamente finalizado e não quero que ninguém o veja... não é um trabalho de se levar para um portfólio. Agora, vamos ao Senai.

Faltei a primeira aula e cheguei extremamente atrasado na segunda por problemas técnicos. Me mandaram para uma sala X. Chegando lá, só o professor estava – a turma no intervalo. Perguntei se lá era mesmo web design, e ele, muito educadamente, falou “atitudes pessoais”. Minha réplica foi “me informaram que aqui era web design”. Ele piora nosso diálogo de boas-vindas com “claro que essa turma é de web design, mas o componente é Atitudes Pessoais”. Esse foi o nosso primeiro professor, o Edilson. Ele nos ensinou sua técnica pivman, ufologia, misturou com um pouco de Max Gehringer e Shinyashiki, O Segredo, e outras bizarrices. Talvez daqui já seja previsível o quão catastrófico, ou quase, o curso foi.

Começamos em uns trinta alunos. Aos poucos muitos foram desistindo. Nas primeiras semanas ainda surgiam substitutos de outras chamadas. O ultimo foi o Carlos, que teve a infelicidade, ou não, de perder todo o componente do Edilson e chegar no do Valdemir, Informática Básica e Aplicada. O segundo componente foi mais tranquilo. O samurai Valdemir é até que normalzinho se comparado ao quadro de professores que ainda serão citados neste texto.

Aqui as pessoas já tinham encontrado seus comuns ou o mais próximo disso. A princípio eu andava muito com o Tiago, a Débora e a Aline, poucas alterações ocorreram até o final do curso. Fui eleito com líder da turma, tendo a Jéssica como vice. Fomos uma turma tranquila. A grande maioria se identificou logo no começo pela religião. São quase todos evangélicos, o que resultou, mais tarde, nas orações de rotina ao final de cada aula. No mais, eu os julgo como pessoas parecidas mesmo. São todos bem comportadinhos e educados. Tomando como parâmetros outras turmas que tive ao longo de minha vida escolar, não tenho tanto reclamar dessa.

O curso começou a ficar divertido no 3º componente, as 180 horas de Desenho e Ilustração. Aqui é um divisor de águas, quando as águas mal tinham começado a correr. Todo o nosso perfil estético deveria ser espremido aqui para aproveitar melhor o que viria. Este componente foi lecionado paralelamente ao 4º, História da Arte e do Design, pela professora Rosa Banuth. Rosa se esforçou bastante, mas talvez nem soubesse que naquele momento nós éramos absolutamente inexperientes. Boa parte de nós não sabia o que era “design”, e mais que isso já nos era cobrado.

Apesar de a maioria reclamar do componente Desenho, para mim ele é mais importante da grade, e mesmo não tendo sido aplicado em 100%, ainda assim foi o mais importante. Primeiramente tínhamos que separar design de arte, informações que tiveram sua busca prorrogada componente a componente. Os árduos trabalhos milimétricos com nossas réguas de 60 centímetros nos possibilitou uma exigência estética muito boa. O componente falha na parte de aprofundamento. Foi quase tudo superficial. Deveríamos ter aprendido coisas científicas de design, como lei áurea e progressão geométrica.

História da arte e do Design deixou a desejar. Praticamente não vimos nem arte nem design. Novamente aqui o que faltou foi a Rosa saber que éramos inexperientes. Ela simplesmente nos passou trabalhos de pesquisa, sendo que carecíamos muito de aulas. Escolas de design, como a Bauhaus, nunca foram citadas.

2008

Após esses dois primeiros componentes com a Rosa, vem a parte negra do curso. O módulo dois (Assistente de gestão de produção do Design) é marcado de componentes confusos e alguns professores charlatões. Comunicação e Pesquisa é aplicado pela não muito criativa Poliana. Merece destaque nesse estágio quando trabalhávamos resenha crítica. A Poliana pediu para que eu trouxesse um filme para material de nosso texto. Fiz uma lista, trouxe a votação e escolheram o clássico Blade Runner, cyberpunk oitentista dirigido por Riddley Scott. Todos odiaram o filme, inclusive a sábia Poliana. A culpa foi minha, pois não deveria ter sugerido um filme tão denso. A repulsa por Blade foi tamanha que o filme de auto-ajuda Homens de Honra o substituiu. Esse filme arrancou lágrimas da platéia. Depois de tudo ainda tivemos direito a um debate quente sobre os dois filmes, em que a maioria defendia arduamente o filme de auto-ajuda. Os quentes debates levados a êxtase com o Ramy e o Tiago também marcaram o segundo módulo do curso.

O curso não teria componentes considerados perdidos se, talvez, fossem todos aplicados por web designers, pois assim tudo seria direcionado para um fim.

O módulo II realmente foi difícil. Não difícil de exigente, pois quase todos tiramos notas acima de 9. A dificuldade estava em suportá-lo. Depois da Poliana tivemos a Cibelle. Ela foi uma professora muito legal, num componente não muito útil, ou pelo menos não direcionado para a profissão a qual o curso se destinava. Aprendemos com ela Educação Ambiental. Se me perguntarem, sei tudo de banheiros ecológicos. Passado o componente da Cibelle, veio o pior de todos, Elaboração e Gestão de Projetos. Inicialmente aplicado pela Janaína Botelho (mais conhecida como Laiô). As 50 horas desse componente foram carregadas da chatisse já intríseca à assuntos relativos a gestão de projetos somadas àquelas trazidas pelos seus docentes. Uso o plural em docente pois foram dois. A Janaína não pode continuar conosco, o substituto foi seu namorado do momento, o empresário que fechou nove empresas, Marcelo Carlson. Sem estender muito a conversa, terminamos o componente com a gestão do projeto do site “A Moreninha”, uma empresa de café candidata a ser a décima fechada pelo Marcelo.

Os demais componentes desse módulo não foram tão problemáticos. Tivemos empreendedorismo com a Sheilla. Fizemos muitas peças de teatro e finalizamos com o empreendimento das fictícias empresas Arrematé – Turismo e Brainstorm - produção de eventos, que dividia a turma em dois grupos. Tecnologia de Produção Industrial com a Rosa, onde tivemos contato com os diversos tipo de material gráfico. Finalizando, inglês técnico, com a grande Débora Godoi.

Chegar ao módulo III (Designer Gráfico) foi como respirar depois de muito afogamento. Tivemos aulas com o brincalhão Renato, que assumiu todos os componentes (Design de Impressos Publicitários, Criação e Tratamento de Imagens Digitais, Designer de Impressos Editoriais I). Apesar de muitas horas de truco no intervalo que faziam as horas de aula se perderem, foi um período de muito proveito.

2009

Assim como o módulo III, o módulo IV (Web Designer) teve um único professor, o Alan. Este quem mais marcou nossa estagia na instituição. O Alan estava em um momento de incertezas e melancolia, ele buscou na turma um apoio. Tenho a impressão de que a turma deu o que ele queria. Ele nos cedeu eficientes conhecimentos e seu jeito tímido somado a seu físico avantajado o tornaram uma espécie de mascote da turma.

O módulo V (Web developer) acompanha um momento importante desses 2 anos, a Olimpíada do Conhecimento. Nessa olimpíada, são selecionados alunos de cada curso para competirem com os das outras unidades do Senai. Há a fase interescolar, regional, estadual, nacional e internacional. Tiago, Bruno R., Maurício N. e o Carlos deixaram de frequentar as aulas regulares para competir nas olimpíadas. A turma ficou um tanto acanhada e as relações se modificaram de alguma forma com a saída dos 4 membros. Talvez a sensação de que o curso estivesse realmente acabando pairou sobre algumas mentes.

O módulo V foi lecionado principalmente pelo Emanuel, que só não aplicou Introdução a tecnologia de redes – componente do meio perturbado, mas competente profissional, Átila. Lógica de programação, banco de dados, desenvolvimento de aplicativos web, designer de projetos para Web foram os do Emanuel. Aqui o Senai já não nos aguentava. Faziam muito descaso de nossa turma. Deveriam ao menos ter esperado que concluíssemos o curso para fingirem que não existíamos.

Muitas aulas foram perdidas quando tínhamos que sair do nosso laboratório para dar lugar a outra turma que acabara de chegar. Nos mandavam para outras instalações onde não havia suporte para os pesados softwares que um web designer tem que utilizar. Tudo foi refletido no nosso projeto final.

O tal projeto foi uma verdadeira piada. Nos deram menos de 1 mês para realizar um sistema para atendimento de usuário (como um site de compras), sendo que nos trocavam de laboratório sempre. Pior que isso foi a banca, composto por nada menos que 0 web designers.

Tá, você que está lendo deve perceber a minha pressa de terminar o texto. Meu objetivo era escrever algo mais descritivo e lânguido, mas minha agenda me forçou a correr nessa escrita. Por fim, velho, burro e ranzinza é como eu saí do Senai... e, claro, quase um web designer.



Agora deixo vocês com o vídeozinho que nossa coleguinha legal Anacleize fez. Não a culpem pela escolha de soundtrack que ela fez...

20 agosto, 2009

Imaginação destrutiva


Esses dias parei pra pensar sobre uma situação que volta e meia me ocorre, imaginar o caos. Desde de pequeno, quando fico destraido, eu começo a imaginar as coisas a minha volta se destruindo. As mais normais são imaginar aviões explodindo e caindo, ou batidas cinematográficas de carro, mas a minha favorita é andar pela Comercial Norte e imaginar um mosntro de 40m destruindo os prédios (a lá Godzilla). Parte dessa imaginação e interesse no caos eu dedico aos filmes de ação, sempre imagino as tomadas, fotografias, e até trilha sonora. Nunca pensei nas morte ou feridos, minha imaginação trabalha com as imagens, não com as consequências. Se desse, ia ser legal poder, pelo menos, transformar tudo isso em filmes [mas com grande orçamento].

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Leiam Calvin & Haroldo!
Assistam Um Sonho de Liberdade!
XD

07 agosto, 2009

Saudades do mar


Saudades do mar além do horizonte
Saudades do aroma e do sabor
Saudades de água de coco ou da fonte
Saudades do Sol e seu ardor.

Fui levado pelas ondas para além-mar
Mas acordei longe do meu lindo sonho
Outra hora volto a sonhar
E esqueço meu contexto enfadonho.

Porém ainda tenho saudades do mar
Saudades da paz e de espreguiçar
Mas logo eu durmo de novo
E logo voltarei a sonhar.

Sinto falta de amor e sensação
De sentar na sombra e sentir o vento
Saudades de ficar junto no Verão
Saudade é um doce sentimento.

Estou perdido com saudades do meu lar
É com você, nas ondas, que está meu coração
Nunca saí de onde estou e jamais vi o mar
Mas saudades também poder ser imaginação.

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Não sei explicar esse poste...
só saiu
XD

Assistam Na Natureza Selvagem


14 julho, 2009

Calvin e Haroldo

Sou um grande fã de quadrinhos em geral. E um dos meus prediletos, se não for o predileto, é Calvin e Haroldo. Um traço simples, porém extremamente expressivo.
Transmite em mim uma sensação muito boa. Me sinto bem só de olhar o desenho, de alguma forma essa tirinha me trás uma sensação de conforto só em olhar.
Para quem não conhece aqui vai uma breve introdução:
'Calvin é um pirralho de 6 anos que dedica parte integral do seu tempo para infernizar a vida de seus pais, sua vizinha, sua babá, sua professora e, não raro, de seu tigre de pelúcia. Um guri que possui as preocupações de um adulto, mas as reações de uma criança. Daí o barato. Segundo o autor, o nome Calvin veio de um teólogo chamado Calvin Jean, que viveu entre 1509 e 1564 e acreditava piamente em predestinação (várias tiras retratam Calvin discutindo predestinação com Haroldo). Ao contrário de que muitos pensam, Calvin não foi baseado nas memórias de infância do autor. Palavras do autor: "Uma das coisas mais divertidas em escrever Calvin é que geralmente não concordo com suas atitudes... Eu uso Calvin como um modo de deixar minha imaturidade fluir'."

Como não sou bom com as palavras copiei e colei esse trecho....hehehe
Espero um dia conseguir fazer algo tão bom assim...
Hêeeee!

21 junho, 2009

Assunto popular :Diagrama da vida e outra presepagens

Bebê: Indefeso/Carência
Criança: Imaginação/Experimentação
Adolecente: Opinião-própria/Umbigo
Jovem: Auto-visualização/Energia
Adulto : Visualização/Equilíbrio
3ª Idade: Experiencia/Equilíbrio x 2
Fim: Morte
Morte: vai da ordem, variação e momento.

No próximo, brincadeiras com o diagrama.

20 junho, 2009

Filme que contribuiu para minha consciência crítica


Segundo vestibular de 2009. Incrível... o tema foi cinema, que é o que mais amo.

Segue o enunciado da prova de redação e, após, a própria:

Considerando unicamente como motivadores os textos das provas objetivas e os apresentados acima, elabore um texto constituído de duas partes. Na primeira parte, narre, de forma sucinta, a história de um filme que tenha contribuído para o desenvolvimento de sua consciência crítica acerca das relações afetivas ou sociais; na segunda, explique por que você considerou relevante esse filme.

Fugindo de gângsters, Grance depara-se com o isolado vilarejo Dogville, que dá nome à obra do cineasta dinamarquês Lars Von Trier. Misteriosa, a protagonista tem, nesse lugar, esconderijo concentido pelos afáveis habitantes. Tudo indica que a então desconhecida foi absorvida por aquelas pessoas.
A constante visita de policiais ao vilarejo em busca de Grace leva o povo de Dogville a questionar a permanência da jovem entre eles. Em plebiscito, então é decidido que Grace continua entre eles, mas se subordinará a trabalhos servis à comunidade.
A convivência se encarrega de transformar o trabalho serviu em exploração, tanto sexual quanto física. Dogville mostra-se real à Grace, uma realidade não muito afável. Mas a opressão tem seu fim marcado no achamento de Grace pelos tais gângsters, por sinal, funcionários do seu pai. Revoltada, Grace mostra-se a Dogville, já que, agora com homens e armas de fogo à disposição, detêm o poder na situação. Dogville é posta em cinzas. Nenhuma vida humana é poupada.
Essa é uma obra que mostra como as relações costumam ocorrer. Aqui as personagens, por fim, antes de pensar no bem coletivo, mediam se as ações lhe são favoráveis. São utilizados elementos, em todo o filme, que contrastem, mostrando suas variadas vertentes. Ora se é oprimido, ora se é opressor.
O diretor opta pela ausência de cenário em um apelo ao espectador para que observe as personagens. É um processo de fora para dentro e que deve resultar numa avaliação final do espectador de suas próprias relações sociais. Aqui, o cinema é um espaço de transformação.

17 junho, 2009

Oferta, assista o video e, se não rir, ganhe 50 reais. Boa sorte


Try Not To Laugh - Watch more Funny Videos

16 junho, 2009

Olá!!! Novo por aqui...

Aaah... O Cássio me pediu para fazer um post de apresentação, 'cá' estou.

Hmm... Ok, começando pelo meu nickname - Suco de Limão. Adoro esse suco, é incrível. Doce e azedo ao mesmo tempo. Pau a pau com suco de goiaba, mas o limão ainda leva vantagem.

Pois então, tenho pensando muito ultimamente em formas de se definir uma pessoa, logo, me definindo, e por fim, me apresentando devidamente.

Tais formas me vêm à mente com pequenas, mas importantes noções que eu tenho visto em TC1 (Teorias da Comunicação I). Duas que eu achei bem peculiares. O debate de determinado momento da aula era: "por que dar nome as coisas?". Vimos que dentre algumas noções que respondem a pergunta, se destacam: O estruturalismo e funcionalismo.

A resposta padrão para esta pergunta é: "damos nomes as coisas para definir-las em sua ausência". Quando seguimos este procedimento, podemos, subconscientemente, fazer o uso do funcionalismo ou do estruturalismo. Eu me lembro do professor - Luiz Iasbeck, ótimo professor e palestrante - perguntar, como quem faz uma pegadinha, "O que é uma cadeira?". Meu colega, Pedro, respondeu - "É algo que serve para se sentar". Quer exemplo melhor que este para perceber que estamos falando de 'Funcionalismo'?

O professor seguiu com o raciocínio e perguntou: "Estruturalmente, o que é uma cadeira?". Acho que foi o Pedro quem respondeu, "Pernas para sustentação e base". Novamente, simples e correto.

A partir disso, me veio à idéia de que talvez fosse possível definir uma pessoa de maneira funcional e estruturalista. Logo, Tomo-me como exemplo (Duh, claro, quem poderia ser? Sorry folks).

Estruturalmente, de um ponto de vista mais físico por assim dizer, sou como qualquer ser humano, mas claro, não exatamente igual. Possuo um grande sistema em comum com a maioria - órgãos, esqueleto, nervos, músculos, membros, etc. O que talvez me difira desta maioria, seriam as diferenças desse sistema, tais como tipo sanguíneo, arcada dentária, enfim, as particularidades que cada um de nós possui.

Ok, agora funcionalismo. O funcionalismo não se importa com as partes. Ele se importa se funciona, ou não. Logo, eu me remeto à pergunta mais clichê do mundo que é: "Por que estamos aqui?". As respostas são muitas, mas de novo, baseado no pensamento funcionalista pragmático, a resposta, também clichê é: "Para garantir a reprodução da espécie", visto que possuímos "ferramentas" e "atividades" para tal finalidade (Yes baby. Sex!). Logo após isso, somos um monte de 'pessoinhas' na terra. Qual nosso objetivo agora, como sociedade? "Live together, Die alone" - (SHEPARD, Jack. 2004) *

Engraçado os questionamentos que me vem à mente. Evidenciando que somos num todo, um sistema cheios de estruturas e funções pragmáticas, a mais relevante que me aparece agora é: "Somos estruturas funcionalistas que dão certo ou dão errado?". De certa forma, possuímos órgãos que são capazes de garantir nossa existência na natureza por determinado tempo, portanto funcionam para nos manter vivos. Por outro lado, somos um sistema falho, visto que o organismo não garante nossa perenidade, sendo também bastante vulnerável a doenças que possam aparecer e diminuir o nosso tempo na terra. Belo paradigma.

Mas, ainda que eu tente entender como as pessoas são, é evidente que não é totalmente eficiente conhecer uma pessoa com base nessas teorias. Há ainda uma subjetividade que nos caracteriza, que está além de nossas estruturas e funções. O que nos torna ligeiramente fascinantes.

"Mas eu este sou eu e posso estar errado. Às vezes é só uma grande tragédia". - DURDEN, Tyler. 2004.**

Meu nome é Vinicius, Estudante de comunicação social, 19 anos, guitarrista e 'mei doido'. Está é a minha bobagem, espero que tenham gostado.

* = LOST. Gosto muito e sou viciado em séries.

** = Clube da Luta - David Fincher. Filme incrível.